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Empresas se especializam na produção de displays que alavancam as vendas

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Eles são usados para provocar a compra por impulso e o desejo de produtos que estão relacionados a outros nos pontos de venda.

Pequenas empresas se especializam na produção de expositores de produtos. Os displays chamam muito a atenção do consumidor nos pontos de venda.
Os displays são estandes usados para expor ou demonstrar produtos. Pequenos e práticos são capazes de alavancar vendas. Eles ficam espalhados pelos supermercados.
Um passeio por um supermercado com o presidente da Associação Brasileira Merchandising, Chan Wook Min, mostra a variedade desse tipo de expositor. Existem displays de chão, de balcão e de gôndola.

Muitos são usados para provocar a compra por impulso, o desejo de produtos que estão relacionados. É o que os especialistas chamam de cross merchandising.
“Um bom exemplo disso é o queijo ralado próximo ao setor de macarrão. Nesse caso, nós temos outro exemplo: salgadinhos, batatinhas fritas, juntamente com o suco que está à venda, complementando o desejo gerado pelo consumo do salgadinho”, explica Chan Wook Min.
Os displays chamam a atenção pelo marketing criativo. Um deles, por exemplo, expõe café e tem o formato de uma casa. Outros modelos são luminosos.
Para os fabricantes de displays, o mercado é bom. Uma empresa do ramo produz seis mil peças por mês e cresce 7% ao ano. Cada display custa a partir de R$ 70. Para os empresários Claudio e Igor Simioni, o investimento é compensador.
“É um marketing muito barato, vou dar um exemplo: um display que é totalmente feito com material ecologicamente correto, reciclado, tem um custo, no máximo, de 10% do valor do produto que é agregado a ele. Só para se ter uma idéia, um pacote de salgadinho que custa por menos de R$ 2,50. Quantos pacotinhos vão aí? Só nisso vão mais de 200 pacotinhos. Então, se você der um giro ou dois, ele se torna muito barato. Além disso, o prazo de durabilidade dele no ponto de venda é de mais de cinco anos”, afirma Claudio Simioni.
Os displays são de plástico flexível ou rígido. Os empresários terceirizam a produção. A parte mais cara do processo é o molde de alumínio, mas os empresários descobriram uma maneira de baratear os custos para pequenos empresários.
“O pequeno empresário acaba querendo investir só na peça, e o molde fica com um custo inviável para ele no final. Então, a gente acaba facilitando esse processo, fazendo na madeira, e o valor no custo final não fica elevado pro cliente”, conta Igor Simioni.
O investimento para montar uma fábrica de displays é de R$ 200 mil. O dinheiro é para instalações, equipamentos para fazer molde e capital de giro. O essencial é que o expositor seja multifuncional, leve, com espaço para estoque e atraente. “Você põe a sua peça, pelo menos a sua marca, ela vai andar. Pelo menos todo mundo vai saber para quem você trabalha e qual é a sua empresa”, defende o empresário Igor.
Os displays são usados em supermercados. A fábrica tem mais de 200 clientes e já se acostumou a mudar a trajetória de pequenos empresários.

Imagine triplicar as venda de um dia para o outro. É o sonho de qualquer empresa e foi o que aconteceu com o fabricante de um doce de leite. Sabe como ele conseguiu? Apenas com um expositor do produto estrategicamente posicionado. Há 15 anos o empresário Marcio Oliveira fabrica os sachês de doce de leite. O produto ficava em caixas nas prateleiras dos supermercados, mas, no meio de tantos doces, vendia pouco.
“O cliente que passava e não conhecia o produto ou que talvez estivesse interessado em algum doce parecido, talvez levasse o do concorrente e não levava o nosso, porque não achava o produto por estar mal exposto em prateleiras, escondido no meio de outros produtos”, conta Marcio.
Em janeiro do ano passado, o empresário investiu R$ 30 mil em 200 displays, instalados em supermercados, e negociou posições de destaque para os expositores. Assim que os doces de leite foram para os displays, o empresário recuperou o investimento em quatro meses.
“Nós começamos a investir agora no “cross merchandising” em lojas. Nós tínhamos uma venda mensal de três mil caixas, em torno, de 120 mil unidades de chup-chup, de 120 gramas, e nós triplicamos a venda com a colocação dos displays nas lojas”, comemora o empresário Marcio Oliveira.
No display, cabem 560 sachês de doce de leite. Ele tem rodinha e é transferido de um lugar para outro toda semana. Fica em corredores movimentados, esquinas e perto dos caixas. A estratégia provoca a venda por impulso, ideal para produtos como o doce de leite. O cliente passa, vê e pega. É um sachê atrás do outro.
“A gente não esperava todo esse aumento. A gente não esperava todo esse aumento. Realmente surpreendeu todas as expectativas nossas”, diz o empresário Marcio.
Fonte: PEGN – em 15.07.2010

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