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Tecnologia de ponta é diferencial competitivo no mercado pet

Proprietários gastam R$700 milhões em consultas, medicamentos e vacinas para seus animais de estimação.

O mercado pet está em expansão. O gasto médio de um consumidor brasileiro com seu animal chega a R$350 mensais com a compra de ração, as consultas ao veterinário e os remédios. E os pet shops também oferecem tratamentos terapêuticos especiais para os animais de estimação.

A veterinária Maria Estrela investiu em massagem terapêutica para animais: uma novidade no mercado. “Os clientes sempre citavam isso e eu procurei uma alternativa diferente para oferecer. Para mim foi um bom investimento porque eu não tive custo nenhum”, revela a empresária.

Para oferecer o serviço, ela faz parceria com o massopet Walfrido Barbosa. Ele é especialista em massagens terapêuticas para animais. A cliente Marta Ramos experimentou a massagem terapêutica em seus cães e o tratamento deu resultado. “Quando eles fazem a massagem eles ficam tranqüilos, ficam zen”, garante a proprietária.

O trabalho dele mistura técnicas orientais, como o shiatsu, com técnicas ocidentais, como a drenagem linfática. Só em uma clínica, ele chega a fazer 30 atendimentos por mês. As sessões duram meia hora e custam R$45. “Os benefícios são vários. Entre eles estão: relaxamento, qualidade de vida melhor. As dores somem porque a massagem, na realidade, tem como objetivo, a cura”, explica Walfrido.

Além de acalmar, a massagem terapêutica em animais fortalece a musculatura, equilibra o sistema imunológico e auxilia no tratamento de problemas na coluna e articulações. “A massagem não é só para relaxamento. É importante as pessoas saberem: é tratamento, é qualidade de vida que você está levando para o seu animal”, explica o massoterapeuta.

Para a veterinária Maria Estrela, a parceria foi vantajosa. Além da massagem, a clínica oferece outros serviços, como consultas, banho e tosa. A empresa atende a 400 animais por mês e fatura até R$35 mil. Mas, o serviço de massagens atraiu novos clientes e o movimento na clínica aumentou 15%. “Algumas pessoas nos procuraram para esse serviço específico e, a partir de então, tornaram-se clientes. Conseguimos agregar outros serviços para elas”, revela Maria Estrela.

Só com a saúde dos animais de estimação, os brasileiros gastaram no ano passado cerca de R$700 milhões em consultas, medicamentos e vacinas. Nos hospitais e clínicas veterinárias, oferecer tecnologia de ponta para tratar a saúde desses bichinhos é o grande diferencial. É o caso de Mário Marcondes, dono de um hospital veterinário. Ele está no mercado pet há 20 anos e para se destacar investe em equipamentos para exames de última geração. Alguns equipamentos são importados. Um deles veio da Itália e faz o mapeamento do fluxo sanguíneo do animal. Outro avalia lesões na coluna e no cérebro e pode detectar tumores. “A medicina veterinária está muito próxima da medicina humana. Com toda essa tecnologia, os tratamentos são mais específicos – o que reflete na sobrevida dos animais. Hoje, um animal vive até vinte anos e, há dez anos, ele chegava a oito anos no máximo”, garante o empresário.

O hospital funciona 24 horas, com 45 veterinários trabalhando em rodízio. Além do moderno centro cirúrgico tem duas UTIs. Nele são feitas 60 cirurgias por mês e dez atendimentos, por dia, entre cães e gatos. Optar por um tratamento moderno custa caro. As consultas variam de R$150 a R$250 reais. E um exame de tomografia computadorizada em 3D pode chegar R$1.500. Apesar do preço, os donos de animais reconhecem as vantagens do atendimento. “Foi bem mais rápido aqui, por eles terem as especialidades. No primeiro hospital, demorou um mês e meio para diagnosticar e medicar meu bichinho. Aqui foram duas semanas”, conta o cliente Jaime Almeida.

Para muitos, o moderno hospital é uma esperança de recuperação para animais com doenças crônicas e lesões graves. Um cãozinho com paralisia nas patas traseiras pode experimentar um tratamento com células tronco, uma novidade, ainda em teste. “Na verdade, a gente acredita que a terapia celular é o futuro da medicina veterinária para as doenças degenerativas”, garante Mário.

O cachorro de Patrícia Barbosa melhorou depois do tratamento com células tronco. “Nenhum tratamento que a gente tentou fazer depois que ele teve o problema da medula deu resultado. Agora ele já está bem melhor. A qualidade de vida melhorou muito. Ele já adquiriu peso porque estava bem magrinho”, conta Patrícia.

Para fidelizar os clientes, o hospital veterinário ainda oferece um plano de saúde que funciona como um cartão fidelidade. Quanto mais pontos acumulados, mais descontos na hora dos exames. “Fica mais prático, mais confortável e, especialmente, mais seguro porque eles já são clientes aqui da clínica”, justifica a cliente Palmira Teixeira. “Quando o animal vem para a consulta, o proprietário acumula pontos. Nós temos uma loja virtual onde ele consegue comprar produtos como ração de subsistência, coleira, xampu. Então, o animal saudável consegue acumular pontos para quando ele estiver doente”, explica Mário.

De acordo com Mário Marcondes, para montar uma clínica veterinária de pequeno porte, com equipamentos básicos de consulta e internação, o investimento inicial é de R$200 mil. Para o empresário, o mercado exige uma grande dedicação. “Como toda profissão, você precisa estudar e gostar do que faz, pois será preciso ficar de plantão em algumas madrugadas e trabalhar nos finais de semana”, alerta o especialista.

 

Fonte: PEGN – em 04.07.2010

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