| Conexão Central |

Comunicação para resultado e retorno!

Empresário admite que ao montar o negócio só queria ter uma mesa

Livro autobiográfico conta trajetória de publicitário pelo mundo do empreendedorismo
O empresário e publicitário Marcelo Ponzoni, fundador e diretor da agência de comunicação Rae,MP, acaba de lançar o livro “Eu só queria uma mesa – Do Tijolinho ao Horário Nobre”, pela Editora Saraiva. Na obra, uma narrativa autobiográfica, Ponzoni apresenta a trajetória de sua vida, desde sua infância no bairro paulistano do Bom Retiro até o seu atual momento como empresário, passando pelos obstáculos que teve de enfrentar no mundo do empreendedorismo. Tudo numa linguagem simples e com bom humor. O livro também aborda temas como gestão de empresas, publicidade, marketing e negócios.

A obra foi lançada na última quinta-feira (17), em evento no bairro Morumbi, em São Paulo, e contou com mais de 400 pessoas. O publicitário, que acaba de completar 44 anos, está à frente de sua empresa por, literalmente, metade da sua vida: a Rae,MP, que registrou um aumento de 400% no faturamento nos últimos cinco anos, foi fundada por ele em seu primeiro ano de faculdade, quando tinha 22 anos. O autor falou com Pequenas Empresas & Grandes Negócios sobre sua obra e vida:

De onde veio a ideia de escrever o livro?
Eu sempre tive uma família bem estruturada, mas quando tinha uns 15 anos meu pai teve sérios problemas financeiros. Como precisávamos de dinheiro, comecei a trabalhar com vendas aos 16 anos. Mas eu nunca tive uma conexão muito forte com meu pai. Sinto que nunca o conheci, de fato. A minha motivação, portanto, foi meu filho. Ele me inspirou, há três anos, quando comecei a escrever o livro. Queria deixar para ele o relato de minha história e a maneira como eu vejo o mundo.

E o que o leitor vai encontrar na obra?
Acima de tudo, uma leitura otimista. Como escrevi pensando no meu filho, usei uma linguagem simples; afinal, ele [que hoje tem 13 anos] precisava entender o que estava escrito ali. Assim, é um pouco voltado para jovens empreendedores. É uma carta de valores. Diria que minha alma está escrita ali. Uma mensagem de não passar inerte pela vida. Eu quis mostrar que todo mundo pode ser um empreendedor, mas que não é fácil: a estrada é longa e árdua. O final, contudo, é gratificante.

Como foi o começo da sua carreira empreendedora?
Eu sempre fui muito independente. Não aceitava muito as regras e me neguei a aceitar que tinha que trabalhar para alguém (risos). Por causa disso eu tinha que fazer a minha própria história. Então fundei a Rae,MP em 1988, nas minhas férias de meio de ano do primeiro ano da faculdade. Daí em diante precisei buscar a admiração das pessoas, o respeito delas. Você tem que mostrar que tem vontade de fazer, de trabalhar, ter a garra, independente de acertar ou errar. O empreendedor é teimoso, é egoísta, até arrogante, mas acho que tem que saber aceitar esses defeitos e usá-los em seu favor. É preciso mostrar que está ali para fazer.

O que você aprendeu no começo que foi fundamental para seu sucesso como empreendedor?
Aprendi muito rápido que é preciso da admiração do próximo. As pessoas precisam te admirar para que você consiga liderá-las. Então, tinha de pisar em ovos com todos para conquistá-los. É preciso fazer isso sempre: com clientes, funcionários, fornecedores. Isso cria uma relação de confiança que, em minha opinião, é uma forte característica do empreendedorismo.

Quais foram os seus maiores desafios?
Meu maior desafio foi manter o crescimento da empresa dentro dos valores estabelecidos , mantendo um local de trabalho bem humorado. Eu tinha o desafio de construir uma empresa onde eu gostasse de trabalhar. Isso não é fácil. Acho que o dinheiro não pode vir em primeiro lugar. A empresa deve se basear em valores que você acredita, e não no dinheiro, somente. Lute para ser um homem de valores e não um homem de sucesso, já diria Albert Einstein.

E quais foram os seus maiores triunfos?
Justamente ter conseguido vencer o meu maior desafio; manter uma empresa séria, correta e respeitada. Algo que eu idealizei.

O que o empreendedor, hoje, precisa saber para ser bem sucedido?
Existe o plano de negócios, a preocupação com contas, gestão, conhecer o mercado, enfim, as questões técnicas. Mas não é só isso. Você precisa definir que tipo de empresa quer e quais os valores que prega. Isso vai direcionar o negócio. Depois, é preciso perseguir seus objetivos e batalhar para que a empresa funcione. Eu amo meus funcionários e costumo dizer para eles: Eu já sei onde vou chegar e sorte de quem estiver comigo. Parece convencimento, claro, mas é convicção.

E no começo o seu desejo era mesmo ter só uma mesa?
Dos 16 aos 22 anos trabalhei com vendas, debaixo de sol e de chuva. Então, eu chegava nos escritórios e todo mundo tinha sua mesa, com seu telefone e suas gavetas. Isso ficou na minha cabeça. A minha mesa era, no máximo, o banco do carro. Realmente, eu só queria uma mesa. Esse livro é um marco, um ápice na minha carreira. Minha vida de empreendedor tomou, até agora, literalmente 50% da minha vida. Então, a minha vida dos zero aos 22 foi uma coisa; nessa idade foi a abertura da minha empresa. Daí, dos 22 aos 44, outra. E esse livro vem como um novo divisor de águas para mim. Estou curioso para saber o que vem aos 66.
 
Fonte: Marcus Vinicius Pilleggi – Revista PEGN – em 18.06.2010

No comments yet»

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: